28 de junho de 2013

Costumes da Bíblia - A Medicina

Medidas profiláticas e crença de que Deus é o verdadeiro Senhor da vida eram comuns no Antigo Testamento


Da Redação / Imagens: Thinkstock 




A doença, entre os hebreus daquele contexto era vista como um castigo para quem não obedecesse à Lei, e não só no sentido espiritual, já que muitas de suas regras diziam respeito diretamente à saúde – o que tornava o efeito compreensível. Claro que os médicos já existiam, mas a procura por eles era alvo de críticas (2 Crônicas 16:12). Segundo os costumes, primeiro buscava-se a Deus em caso de doenças.

Em países próximos, a prática era diferente. Na Babilônia e no Egito, por exemplo, enfermidades eram vistas como resultado de atividades de espíritos maus. Os médicos, então, eram vistos como feiticeiros – mas, nem por isso, deixavam de pesquisar remédios e práticas cirúrgicas. Certas leis controlavam a medicina, e os médicos respondiam na mesma moeda se errassem com os pacientes. Os egípcios se notabilizaram pelas pesquisas médicas e odontológicas, e indícios históricos mostraram que fenícios já usavam o ouro no tratamento dos dentes. Parteiras eram amplamente conhecidas pelos hebreus (Êxodo 1:15).

Mesmo os judeus ligando a cura diretamente a Deus, as práticas vizinhas os influenciaram. Isaías manda, sob orientação de Deus, fazer um emplastro de figo (ingrediente bem comum à época por suas propriedades anti-inflamatórias e por conter sangramentos) e aplicar sobre uma chaga de Ezequias, curando-a (2 Reis 20:7).

Na época do Novo Testamento, havia o conhecimento de que algumas doenças eram, de fato, obra de espíritos malignos, e outras eram males físicos por outros motivos, como contágio ou maus hábitos – mas ambas podiam ser curadas por Deus, com o uso da fé, ao mesmo tempo em que os médicos não eram desqualificados, pois havia a noção de que usavam a inteligência dada por Deus para descobrir a cura de enfermidades. Lucas era médico e tornou-se um dos apóstolos de Jesus, vendo o Messias realizar muitas curas (como a de um leproso, na ilustração acima). Era um profissional da saúde, mas entendia que a vida era obra do Senhor.

O caduceu
Os antigos gregos cultuavam Esculápio (ou Asclépio) como o deus da saúde. A mitologia grega foi absorvida pelos romanos, que levavam os cultos a falsos deuses para as terras que conquistavam. Com o tempo, as pesquisas se sobrepuseram ao culto, e Hipócrates desenvolveu a medicina, assim como procurou postular regras para a condução ética da prática – o que originou o até hoje conhecido “Juramento de Hipócrates”, feito pelos profissionais da saúde. Vale falar da verdadeira origem do símbolo da medicina que vemos em muitas instituições e consultórios, o caduceu, bastão com uma serpente nele enrolada, derivado do artefato que Esculápio usava em suas representações em pinturas e esculturas.


Um equívoco tornou comum o uso de um outro caduceu, com duas serpentes e um par de asas na extremidade superior, como símbolo dos profissionais da saúde – na verdade, esse artefato era usado pelo personagem mitológico Hermes, como representação do comércio moderno. Obviamente, não há mais uma ligação direta entre a medicina moderna e o culto a falsos deuses que, hoje sabemos muito bem, não passam de personagens fictícios, obras da criatura (o homem) e não do Criador (Deus).

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