O homem de Deus é provado ao ser escolhido, depois de ungido e aprovado antes de ser confirmado

Muitos homens que outrora foram usados por Deus hoje estão frios na fé, e também no seu ministério.
Estão até mesmo afastados do púlpito, não conseguindo entender por que a situação deles se inverteu e por que a fé que tinham já não funciona mais como antigamente.
Homens que receberam a unção de Deus e que outrora exerciam a autoridade d'Ele junto a pessoas sofridas, mas hoje estão alienados dessa unção e não sabem o porquê.
A verdade é que eles perderam a autoridade de Deus por não terem sido humildes de espírito; além de desobedientes à Sua Palavra, exacerbaram-se de sua autoridade ou ultrapassaram os limites desta. Isso não aconteceu de uma hora para outra, mas paulatinamente, dia após dia, até que chegaram ao caos espiritual.
O homem de Deus sabe que a sua autoridade espiritual é para dominar todos os espíritos do inferno, e não as pessoas que estão no inferno. Ele jamais pode querer fazer uso de sua autoridade para pisar nas pessoas que estão sob sua autoridade, de maneira nenhuma!
Vejamos, por exemplo, o caso de Saul. Depois que o profeta Samuel derramou sobre a cabeça dele um vaso de azeite, disse-lhe: "...Não te ungiu, porventura, o Senhor por príncipe sobre a sua herança, o povo de Israel?" (1 Samuel 10.1).
Saul foi ungido como príncipe sobre o povo de Deus. Começou como príncipe e, se fosse aprovado, seria rei. No entanto, para o povo de Israel, ele era o rei e tinha que ser, pois os judeus haviam pedido um rei, à semelhança dos demais povos.
O povo já havia rejeitado o reinado de Deus para se submeter ao reinado de um homem. Pois bem, Deus lhe atendeu e lhe deu um rei, mas com autoridade de príncipe sobre a herança do Senhor, isto é, a sua autoridade não era como a de um rei, pois esta permanecia com Deus, por intermédio do profeta Samuel.
A autoridade de um rei é superior à de um príncipe, porque esta é futura, enquanto aquela é atual. Depois que Deus escolheu Saul como príncipe do Seu povo, passou a colocá-lo à prova, para confirmar a sua unção como rei de Israel em definitivo, ou não.
Isso também acontece com o homem de Deus, pois é provado ao ser escolhido, provado depois de ungido e provado antes de ser confirmado. Ele recebe a unção com óleo, da mesma forma como Saul recebeu para ser consagrado príncipe, e também só se torna "rei" quando é aprovado nas provas pelas quais tem de passar.
(*) Texto retirado do livro "O Perfil do Homem de Deus", do bispo Edir Macedo.
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