30 de julho de 2013

Medo de que?

O primeiro sentimento de medo que o ser humano tem não é de ficar doente, passar fome, não ter abrigo ou de não conquistar o que quer que seja. O primeiro sentimento de medo é: ficar sozinho.


Observemos um recém-nascido que ainda nem os olhinhos foram abertos para ver o rosto daquela que lhe deu à luz, mas, diante da primeira pessoa que o acolher nos seus braços, seja os pais ou perfeitos estranhos, ele parará de chorar, porque o sentimento de solidão desaparecerá.
Pois bem, infelizmente esse sentimento perseguirá a todos os seres humanos até o seu último suspiro: o medo de ficar só.
Porém, quando queremos ficar a sós com Deus, Ele exige que fiquemos, voluntariamente, “sozinhos”. Mas, isso só é possível por meio do nosso Sacrifício Voluntário de abrir mão do nosso “Eu”, de todos os que amamos e de tudo o que possuímos.
Jacó aprendeu este segredo Maravilhoso do Sacrifício para ficar a sós com Deus - do seu Avô Abraão (amigo de Deus) e do seu Pai Isaque (filho da Promessa). E ele teve que ficar a sós com Deus também ou ficaria para sempre sozinho. “...ficando ele só...” Gênesis 32.24
Na verdade, todos os heróis da Fé tiveram que Sacrificar sozinhos para estarem a sós com Deus, inclusive o Senhor Jesus… “Estou só e angustiado.” João 12.20-33
Deus age individualmente com cada pessoa porque ninguém é igual. Inclusive, a Recompensa Divina é de acordo com as nossas obras, isto é, individual. Por isso, no Julgamento Final, todos, sem exceção, seremos julgados individualmente.
Meu caro leitor, não tenha medo de ficar sozinho por meio do seu Sacrifício Voluntário para ficar a sós com Deus, porque desta superação depende a sua transformação de vida terrena para eterna.

18 de julho de 2013

Se Deus estiver errado, isto não deve lhe preocupar


Se Deus estiver errado, se o que Jesus disse não se deve levar em consideração, então esta lei não se aplica. Fique tranquilo. Do contrário, tema e trema:
Não se enganem: Ninguém zomba de Deus. O que uma pessoa plantar, é isso mesmo que colherá. Gálatas 6.7
Essa lei universal de colher tudo o que se planta é constantemente ignorada pelas pessoas. Elas querem plantar preguiça e colher sucesso. Plantam timidez e querem colher frutos da coragem. Plantam infidelidade e querem colher justiça. Fazem errado e querem colher o certo.
Mas os principais infratores desta lei são exatamente os que supostamente creem em Deus. Acham que porque são cristãos, estão isentos das consequências de seus erros. “Deus perdoa”, “Deus entende”, “Deus é misericordioso”, “Deus faz o impossível” — no sentido de “Ainda que eu faça as minhas sujeiras, Deus virá atrás para limpar.” Burros. Deveriam ler melhor suas Bíblias.
Deus não nos isenta das consequências de nossos atos, principalmente quando é zombado por nós. E não há pior zombador de Deus do que aquele que diz crer n’Ele mas não faz caso de Suas leis.
Cuidado com o que você planta.

13 de julho de 2013

Eu era Jacó e não sabia...


Olá, bispo! É com muita felicidade que venho escrever meu testemunho, como prometi a Deus.

Meu nome é Jenniffer, tenho 16 anos. Entrei na Obra aos 14 – 2 anos perdidos...
Quando via os obreiros, me sentia um peixe fora d'água. Me achava diferente deles, não me via com a mesma intrepidez, não conseguia ser forte, porque a força que eles têm vem do próprio Deus. Via que tinha algo de estranho comigo, e até cheguei a pedir ajuda, mas não com tanta sinceridade, e ouvia sempre que as dúvidas eram trazidas pelo diabo, então eu amarrava e seguia em frente. Mas eram muitas dúvidas, muitos medos. Me sentia esquisita nas reuniões de libertação, mas pensava: “Deve ser só nervosismo por ter que expulsar os demônios.”
Me mostrava sempre prestativa. Na verdade, pensava que se estava fazendo tudo direitinho já era o suficiente, mas não, e sempre com os questionamentos: “Isso não é normal, será que nasci de Deus?”, e outra vez: “Tá amarrado esses pensamentos do diabo!” Mal sabia que em mim existia um enganador... Não cometia pecados, então por que não teria nascido de Deus? E começaram a vir as reuniões, que sempre falavam sobre isso, pois, de um tempo para cá, a liderança foi entendendo que havia muitas pessoas que achavam que tinham nascido, mas na verdade não.
Quando o senhor falou: “Talvez tudo começou com uma mentira lá no início, como Jacó...” É, bispo, vi que foi assim comigo. Já me sentia muito melhor, tinha resolvido minha vida e largado as coisas lá de fora, então, quando o pastor perguntou se eu era batizada com o Espírito Santo, disse que sim, e quando perguntou se eu falava em línguas, disse que sim, mas sabia que não falava. Porém, querendo ser obreira, hoje entendo por que não vencia as inseguranças, os medos, e tudo, pois só os nascidos de Deus vencem. Vim contar meu testemunho porque ontem aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah que dia!
Entendi que faltava me humilhar e reconhecer a verdade. Quando o senhor chamou para ir lá na frente (se quisesse, para fazer realmente o verdadeiro sacrifício), e eu fui – porque, na verdade, o dinheiro já estava até indo, mas faltava uma entrega, um reconhecimento de que eu não era de Deus, mas sim posava de uma obreira prestativa –, quando voltei para o lugar, fiquei de joelhos, e Deus entrou em mim e arrancou o enganador. Quando o senhor falou: “Deus nunca desistiu de você...” Que gozo em minha alma!
Bispo, não sei se consegui explicar muito bem, mas gostaria que os obreiros que também passam por isso lessem e sejam sinceros e se humilhem, pois Deus irá fazê-los nascer dEle.
Jenniffer Faustino

12 de julho de 2013

A Lei e a Graça

A palavra que designa a graça (gr. charis) não é uma novidade do cristianismo. É a mesma aplicada a dom (dádiva, presente, gratuidade, compaixão, etc.) e se encontra abundantemente no Antigo Testamento. O próprio Deus Se revela como “Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade e que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado...”, mas que, apesar disso, “não inocenta o culpado...”Êxodo 34.6,7.

A lei, no Antigo Testamento, era uma manifestação da graça de Deus, pois se tratava de um caminho, um vínculo, através do qual o pecador viria ser merecedor dessa graça. No Novo Testamento, temos essa graça de Deus revelada em Jesus Cristo:“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens...”, mas que, apesar disso, também não inocenta o culpado: “...educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente...” Tito 2.11,12.
No livro de Romanos, o apóstolo Paulo roga aos irmãos em Cristo para que apresentem os seus corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Romanos 12.1). Vemos por aí que os sacrifícios que nos purificam são santos e agradam ao Senhor.
Afirmação interessante faz o mesmo apóstolo referindo-se ao dinheiro que os cristãos da igreja de Filipos mandaram para ajudá-lo no seu sustento: “Recebi tudo e tenho abundância; estou suprido, desde que Epafrodito me passou às mãos o que me veio de vossa parte como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus”(Filipenses 4.18). Aqui, o dinheiro ofertado para o sustento de Paulo, que estava fazendo um trabalho missionário, abrindo igrejas na Ásia Menor e na Europa, foi considerado como sacrifício aceitável e aprazível a Deus. Ainda no mesmo livro, Paulo fala da dedicação cristã como “sacrifício e serviço da fé” (Filipenses 2.17).
É certo que, com a graça de Deus manifestada em Jesus Cristo, não necessitamos mais sacrificar animais para remissão dos nossos pecados; entretanto, isso não pode ser confundido com os sacrifícios próprios da carreira cristã.
O Senhor Jesus disse que a porta que conduz à Salvação é estreita e que as pessoas devem se esforçar para entrar por ela, em oposição à porta larga, que conduz à perdição.
O cristão verdadeiro tem consciência da sua responsabilidade diante de Deus e sabe que necessita de fé, ousadia e desprendimento para enfrentar cotidianamente os inimigos. Sabe que é um soldado, um cooperador na Obra de Deus, e que é o instrumento que o Senhor usa para executar a Sua vontade neste mundo. Sabe que tem a sua parte a realizar. Não fica esperando as bênçãos caírem do céu. É a este que Deus honra, e em quem encontra Sua preciosa graça.
A graça de Deus pode ser compreendida como uma relação bilateral. A iniciativa é de Deus, mas é necessário a aceitação por parte do homem para que essa relação se complete. A aceitação da graça, por outro lado, se dá pela fé, e exige renúncia, dedicação, obediência e sacrifícios.
Seguir o Senhor Jesus é unir-se a Ele e isso significa ser co-participante na construção do Seu reino, do qual a Igreja é o alicerce. Deus, que sacrificou o Seu próprio Filho, deseja que sejamos diante dEle sacrifícios vivos e agradáveis. É sobre este assunto que discorremos no livro "O Perfeito Sacrifício".

11 de julho de 2013

Tentando convencer quem não crê


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Se você viver sua vida tentando provar para os que não creem que eles estão errados, cometerá dois erros. Primeiro, desperdiçará o seu tempo.
Entenda que não é seu trabalho convencer quem não crê. Crer ou não crer é uma escolha que revela o que está dentro de cada um. É por isso que maliciosos, medrosos, desonestos, pessimistas, perversos e outros com adjetivos negativos costumam não crer. E porque sinceros, otimistas, pessoas do bem, íntegras costumam crer. Perceba isso. Crer ou não é fruto do que está dentro de você.
Por isso é vão tentar mudar a opinião de quem está mais apegado à opinião própria do que à razão. Há pessoas que precisam criticar para se sentirem melhor sobre seus sentimentos negativos. É como se a crítica validasse sua maneira negativa de ser.
O segundo erro é porque enquanto você se preocupa com os que não creem, você deixa de fazer seu melhor trabalho para os que creem. São os que creem que merecem sua atenção. São eles que lhe apoiam, aplaudem, torcem por você e reconhecem o valor do seu trabalho. São eles que pedem mais. Honre-os.
Em vez de guardar uma lista no seu coração com os nomes de quem lhe atacou, criticou, desprezou, ridicularizou e riu de você, lembre-se dos seus fãs, de quem torce por você.
O pior sentimento não é o ódio, mas a indiferença. Quando você está criando algo que importa, que toca vidas, que ousa além do comum, você será odiado por alguns, atacado por outros. Não se preocupe com isso. Preocupe-se se ninguém reagir, de uma forma ou de outra — pois isso significa que você está criando nada com nada.
Os que lhe apreciam e amam seu trabalho são seus melhores defensores. Suas vidas transformadas, a melhor esperança para os que não creem.