31 de outubro de 2012

Convertido por um olhar

Ator italiano que interpretou Barrabás em "A Paixão de Cristo" escolheu servir a Deus durante uma cena com o protagonista

 
Da Redação / Fotos: Itaca, Icon (Divulgação)
redacao@arcauniversal.com
 
Pode uma simples olhada mudar a vida de alguém? Segundo o ator italiano Pietro Sarubbi, sim. Ele interpretou o condenado Barrabás (na foto acima), a quem o povo escolheu anistiar e crucificar Jesus em seu lugar, no filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson.
 
Sarubbi era um homem de personalidade forte, que não temia desafios na profissão que escolheu desde a juventude. Quando garoto, fugiu de casa e pegou a estrada com a trupe de um circo. Com o passar dos anos, percorreu o mundo em busca de preencher o vazio espiritual que o afligia. Encerrou-se para ser instruído em artes marciais no mosteiro de Shaolin, na China. Em outro mosteiro, no Tibet, cumpriu voto de silêncio por 6 meses à procura de iluminação. Praticou meditação na Índia. Viveu por um tempo na rústica Amazônia (onde aprendeu português, que fala com facilidade). Como ator, trabalhou em várias peças de teatro e em filmes de tevê e cinema, italianos ou até de Hollywood – como “Capitão Corelli”, de 2001, com Nicolas Cage, Penélope Cruz e Christian Bale.
 
A despeito do longo caminho, chegou ao fim de sua busca pela paz quando foi escalado como Barrabás em 2003.
 
Encarando o chefe
 
O orgulhoso ator, ciente de seu talento, aceitou o papel, mas achava que podia conseguir algo melhor. Sem o menor temor, foi ter com Mel Gibson (foto ao lado, no set italiano). Queria um papel de mais peso. Queria ser o apóstolo Pedro, que julgava estar mais de acordo com ele.
 
Gibson, que já provara seu talento na direção com “Coração Valente”, o que lhe valeu dois Oscars (melhor ator e melhor filme na premiação de 1996), é famoso por se aprofundar nas pesquisas para seus filmes e ser bem decidido em suas escolhas de elenco. Para “A Paixão...”, baseou-se na aparência dos personagens em clássicas pinturas, como as de Caravaggio, e tinha seus Pedro e Barrabás bem formatados em sua mente. Não deu o papel do rústico “pescador de homens” a Sarubbi.
 
O ator italiano não quis se dar por vencido. Sugeriu ao diretor, então, que tivesse mais falas, o que lhe garantiria mais destaque na trama, ainda que sua aparição fosse breve.
 
Novamente, o “Máquina Mortífera” Gibson disse “não”. Para ele Barrabás não tinha mais voz, não tinha o que dizer. O diretor e produtor, que enfrentou a implacável indústria hollywoodiana para lançar seu filme (o que lhe rende dissabores até hoje), explicou melhor ao insistente intérprete: Barrabás não era simplesmente um bandido. Ele descendia de uma nobre linhagem de Zelotes. Foi preso por anos e, torturado, curvou-se ao sofrimento e tornou-se praticamente um animal, uma besta.
 
 “Ele usou todo o seu fôlego para gritar contra as inúmeras injustiças que sofreu”, explicou Gibson a Pietro. “Como a besta que se tornou, não tem mais palavras. Ele se expressa com o olhar. Por isso eu escolhi você, após muita pesquisa, para ser o meu Barrabás. Você deve parecer um animal selvagem e, ao mesmo tempo, alguém que olhe no fundo de seus olhos pode enxergar um ser humano bom. E esse alguém é Jesus. Só Ele vê, no fundo do olhar e do coração de Barrabás, que existe lá dentro algo que pode ser salvo. Mesmo que ninguém mais veja isso, Ele vê.”
 
Vencido pelos argumentos do chefe, Pietro não mais insistiu. Contudo, ainda se sentia desconfortável pelo papel. Até que viu o colega Jim Caviezel, que interpretou Jesus, antes da cena em que o povo perdoava Barrabás e condenava o Messias.
 
Dignidade
 
Caviezel conseguira o papel principal, que muitos atores desejavam, pelo desafio profissional que representava. Sarubbi viu o jovem já com cabelos longos, sem agasalho e pés descalços, no frio, pacientemente esperando sua vez de entrar em cena, concentrado. Podia muito bem ter reivindicado os privilégios de astro principal, como um trailer aquecido perto do set, mas estava ali, como todos os outros.
 
O ator estava caracterizado como Cristo, já com a maquiagem simulando as agressões sofridas. Embora muito sujo e com frio, Pietro viu muita dignidade e humildade no rapaz. Aquilo o impactou.
 
Pela primeira vez, ele mesmo, já caracterizado como Barrabás, barbudo, imundo e maltrapilho, descalço, também sentindo na pele o frio da Itália, sentiu seu personagem.
 
Primeiro olhar
 
Sarubbi viu Caviezel de longe, e ficou nisso mesmo, por um tempo, pois o diretor lhe dera uma ordem. Gibson disse que, mesmo quando estivessem perto, Pietro deveria evitar olhar o rosto do colega. “Eu quero que as pessoas percebam o impacto de Barrabás quando Jesus o fitar. Então tem mesmo que parecer o primeiro olhar, a surpresa. Aconteça o que acontecer, só olhe para Jim na hora certa que está no script. Quero que o seu olhar seja o daquele que vê Jesus pela primeiríssima vez. Barrabás é como um cão feroz, mas se torna um filhotinho quando encontra o Filho de Deus e é salvo.”
 
“Ação!”. Grita o diretor. Barrabás clama ao povo, grunhindo, por perdão. Mostra um riso nervoso, que demonstra ao mesmo tempo aflição e malandragem. Quase vai ao delírio ao se ver livre após tanto tempo, com prazer e desdém. Até que Jesus o encara, ternamente.
 
Finalmente Pietro olhou Caviezel no rosto, diretamente. Mas não foi exatamente a quem viu.
 
“Quando nossos olhos se cruzaram, foi um grande impacto. Senti como se houvesse uma corrente elétrica entre nós. Era como se eu não visse Jim Caviezel, mas olhasse para o próprio Jesus.”
 
A partir daquele momento, a vida do ator italiano nunca mais seria a mesma.
 
Nova criatura
 
Pietro converteu-se e aplicou a sua fé a todos os aspectos de sua vida. No relacionamento com a esposa e os quatro filhos. No trabalho. No caráter. O ator narra isso no livro que escreveu para falar de seu renascimento como filho de Deus, Da Barabba a Gesù – Convertito da uno sguardo (“De Barrabás a Jesus – Convertido por um olhar”).
 
Hoje, o ator é um homem dedicado à família. De vez em quando, veste-se como palhaço para divertir e dar muito carinho a crianças de orfanatos. Dá aulas em escolas para atores e para executivos que precisam falar bem em público. Em todos os lados de sua vida imprime sua fé. “Utilizo o que chamo de ‘o método do guerreiro, do sacerdote e do palhaço’: na vida é preciso ser forte e honesto, mas ao mesmo tempo brincalhão.”
 
“Barrabás é um símbolo de nossa civilização. É o homem que Jesus substituiu na cruz e salvou. Ele representa toda a humanidade, salva.”
 
A “corrente” que sentiu no set acendeu no coração de Pietro a luz de Deus.
 
“Nunca havia acontecido nada sequer parecido em todos os meus anos de carreira”, disse o ator numa entrevista a uma revista italiana. “Faço o possível para que aquele olhar continue sendo importante para mim todos os dias.”

O yacht de Steve Jobs


12

Antes de morrer, Steve Jobs estava trabalhando por cinco anos no design de um yacht para seu uso pessoal. O yacht foi finalmente terminado e inaugurado no último domingo, um ano depois da morte do gênio da Apple. O custo não foi revelado mas se estima em dezenas de milhões de dólares. Na inauguração, o yacht foi batizado “Vênus”, deusa romana do amor, beleza, sexo, fertilidade, prosperidade e vitória. Ironia ou o quê?
 
Não tenho nada contra quem enriquece pelo fruto do seu trabalho. Jobs trabalhou, criou, inventou, inspirou—e merecidamente enriqueceu. Infelizmente, ele não viveu para desfrutar do yacht que projetou, entre tantas outras coisas.

Ceifado prematuramente aos 56 anos pelo imperdoável câncer pancreático, toda a sua fortuna foi insuficiente para vencer a morte.
 
Foi pensando em pessoas como ele que Jesus contou esta história:
As terras de um homem rico deram uma grande colheita. Então ele começou a pensar: “Eu não tenho lugar para guardar toda esta colheita. O que é que vou fazer? Ah! Já sei! -disse para si mesmo. -Vou derrubar os meus depósitos de cereais e construir outros maiores ainda. Neles guardarei todas as minhas colheitas junto com tudo o que tenho. Então direi a mim mesmo: Homem feliz! Você tem tudo de bom que precisa para muitos anos. Agora descanse, coma, beba e alegre-se. Mas Deus lhe disse: “Seu tolo! Esta noite você vai morrer; aí quem ficará com tudo o que você guardou?” Jesus concluiu: -Isso é o que acontece com aqueles que juntam riquezas para si mesmos, mas para Deus não são ricos.
Essa história não é uma condenação dos ricos, mas um alerta para quem é rico e não reconhece a verdadeira riqueza. Tolos, é como Deus os chama. Sabem o valor de um yacht, um avião, um carro, uma empresa, um relógio, uma joia… Mas não sabem o valor da própria vida e da vida eterna.
 
Seja qual for o seu saldo bancário, você está pronto para morrer esta noite? Como está o seu saldo na conta de Deus?

30 de outubro de 2012

O coração

Somente o Espírito de Deus pode guiar o homem segundo a vontade do próprio Deus

 
(*) Por bispo Edir Macedo/ Foto: Thinkstock
redacao@arcauniversal.com
 
A coisa mais importante no homem de Deus é o seu coração, porque é justamente ele que o caracteriza. A Palavra de Deus registra: "Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á também o meu; exultará o meu íntimo, quando os teus lábios falarem coisas retas." (Provérbios 23.15,16).
 
Mas qual é, então, o tipo de coração que agrada a Deus? O coração humilde. O coração humano é o centro de sua vida e de suas emoções; é nele que Deus Se encontra com o homem e lhe faz ouvir a Sua voz; é o ponto de encontro do Criador com a Sua criatura.
 
Por esta razão, o coração tem que ser despojado de qualquer sentimento egoísta, orgulhoso ou arrogante, para que possa estar apto a ouvir a voz de Deus. Aliás, quando Ele quis restaurar o povo de Israel, disse-lhe: "Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne." (Ezequiel 36.26).
 
"Coração de pedra" significa coração duro e insensível, pois a pedra se caracteriza por ser rígida e intransponível, mesmo mediante as tempestades.
 
As muitas águas podem fazer uma grande pedra rolar ribanceira abaixo, mas ainda assim ela se mantém inacessível no seu interior, exceto se nela for introduzida uma banana de dinamite, para a explodir.
 
Já o coração de carne se caracteriza como um coração mole, humilde, simples e sensível, e é este o tipo de coração que Deus pode moldar segundo a Sua vontade, para ter condições de usá-lo.
 
Somente o Espírito de Deus pode guiar o homem segundo a vontade do próprio Deus. É Ele que conduz o homem até o Senhor Jesus; que O apresenta para as pessoas; que revela o Salvador para os perdidos; que inspira; consola; enfim, efetua, por intermédio dos Seus servos, toda a obra de redenção da humanidade.
 
É Ele que está incumbido da tarefa de convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo. Mas tudo isto só é possível quando o homem tem ouvidos para ouvir, ou coração para entender a Sua voz, pois é justamente no coração do homem que Ele trabalha.
 
Mas se este coração não for humilde para ouvir a Sua voz e obedecê-la, como Ele poderá agir? Aí está a razão por que muitos têm buscado o batismo com o Espírito Santo e não têm recebido! O coração deles está cheio de si mesmo, preso ao orgulho, preso à parentela ou aos defeitos deste mundo.
 
No caso de Israel, por exemplo, Deus promete primeiro dar um coração novo, para que só então possa colocar um espírito novo. Isto significa que Ele só porá um espírito novo na medida em que houver um coração novo!
 
O homem de Deus tem o Seu Espírito sobre si, porque o seu coração é de carne, não de pedra, despojado de si mesmo e cheio de desejos de agradar ao seu Senhor. Este tipo de coração sempre encontra a porta do Refúgio aberta.
 
O rei Davi achou lugar para arrependimento do seu hediondo pecado (2 Samuel 11), porque o seu coração era de carne e era de acordo com o coração de Deus (Atos 13.22).
 
( * ) Texto retirado do livro "O Perfil do Homem de Deus", do bispo Edir Macedo

26 de outubro de 2012

E os bons olhos?



São os teus olhos a lâmpada do teu corpo; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas.” Lucas 11.34
 
No Reino do diabo, a primeira impressão é a que fica. No Reino de Deus, eu aprendi que a última impressão é a que fica.
 
Existem pessoas que cometem poucos erros para que sejam sentenciadas como monstros. Como também existem pessoas que têm poucas virtudes para que sejam consideradas santas e perfeitas.
Portanto, não nos precipitemos, nem com os erros, nem com as virtudes e muito menos com as informações!
 
Vamos deixar o tempo mostrar quem são, verdadeiramente, as pessoas que estão ao nosso redor.

Devemos ter bons olhos para com todos e deixar que Deus trabalhe, pois, como alguém enganará Aquele que não pode ser enganado?
 
Algumas coisas não possuem um adversário à altura, são elas: o tempo, a morte do corpo e a volta de Jesus.
 
Deus os abençoe

Bispo Guaracy Santos

25 de outubro de 2012

Fé natural X Fé Sobrenatural

Tanto a fé natural quanto a sobrenatural exigem atitudes de coragem

 
Da redação/ Foto: Thinkstock
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Uma das maiores exigências da fé é a coragem. Se há fé mas não se tem coragem para colocá-la em prática, então ela de nada adianta. O Espírito Santo, através do apóstolo Tiago, ensina:
"Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo?" Tiago 2.14
 
A fé sem atitude de coragem é neutralizada. As obras da fé são atitudes de coragem, uma vez que não estão baseadas na confiança humana.
 
"Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta." Tiago 2.26
 
O cristão tem fé que o pecado desagrada a Deus, mas não tem coragem para dizer não ao pecado. Então, de que adianta a sua crença em Deus? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? A pessoa tem fé que o Senhor Jesus cura e liberta, mas não tem coragem para assumir essa crença, tomando atitudes de fé em relação a isso. Pode semelhante fé curá-lo ou libertá-lo?
 
Tanto a fé natural quanto a sobrenatural exigem atitudes de coragem para trazerem os seus benefícios. O sacrifício, por exemplo, é uma atitude corajosa que mostra a fé. A fé exige coragem para resistir ao diabo; coragem para dizer sim ou não; coragem para se desprender de certas coisas que prendem a pessoa ao mundo; para definir de uma vez a decisão a tomar; para confrontar o medo; enfim, coragem para fazer o que se tem de fazer.
 
(*) Trecho retirado do livro Os Mistérios da Fé do bispo Edir Macedo.

Desafio



O desafio que nós fazemos revela a grandeza da nossa fé. O desafio é feito em situações de desespero, quando a pessoa está prestes a perder a vida por uma doença mortal, quando o estômago pede comida e as suas mãos não têm o que levar à boca, quando o casamento está à beira do precipício, quando a pessoa está quase perdendo um ente querido, são casos de vida ou morte.

Todas as pessoas que fizeram um desafio foi por conta da indignação, por não aceitarem a situação em que viviam.
 
Temos vários exemplos na Bíblia, um deles fala do desespero de uma viúva que, por conta das dívidas deixadas pelo marido, iria perder seus dois filhos. Quando o profeta lhe perguntou o que ela tinha em casa, a viúva respondeu: Tua serva não tem nada, apenas um pouco de azeite. (2 Reis 4.1-7)

Esse pouco de azeite não era suficiente para pagar as suas dívidas. O que mudou o quadro de desespero da viúva foi o desafio que ela fez.
 
O profeta disse para a viúva pedir vasilhas emprestadas a todos os seus vizinhos. Não apenas para alguns, mas para todos os vizinhos; e não poucas, mas muitas vasilhas.

Ele não falou a quantidade de vasilhas que a viúva deveria trazer para não limitar a sua fé. Imagine se ele lhe pedisse 1000 e ela só tivesse fé para trazer 500, ou se ele lhe pedisse 500 e ela tivesse fé para trazer 1000.

A fé é um poder que não deve ser limitado.
 
A atitude da viúva determinaria o resultado daquele desafio, grande ou pequeno, só dependia dela e de mais ninguém, por isso a fé é individual.
 
O que nós plantamos, nós colhemos. A resposta de hoje é o resultado do desafio de ontem, e a resposta de amanhã será o resultado do desafio de hoje.
 
Quando as vasilhas terminaram, o azeite parou. Quando se deixa de viver a fé, dia após dia, coloca-se em risco a salvação e as conquistas acabam.
 
Além de pagar as dívidas, a viúva e os filhos viveram com o que sobrou. De endividada passou a ser comerciante.

Considerando que, naquela época, o azeite era muito comercializado, quem tinha azeite tinha dinheiro, alimentação e fonte de energia. Por isso, ele é o símbolo do ESPÍRITO SANTO, QUEM O TEM POSSUI A PLENITUDE DE DEUS E É FELIZ.
 
Muitas pessoas estão em uma situação semelhante a da viúva. Neste caso, o que deve ser feito?
O PROFETA PERGUNTOU PARA A VIÚVA: O QUE VOCÊ TEM?

Se você está conformado, esqueça! Mas se está indignado, então você está maduro e pronto para o desafio!
 
Quem crê vem, quem não crê fica.
 
Bispo Romualdo Panceiro

17 de outubro de 2012

O brilho do mundo

Ele é enganoso, mas muitas pessoas estão iludidas pelas suas mentiras. Se lhes perguntassem para onde irão após a morte, o que será que responderiam?

 
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De repente, dá uns 5 minutos e ela decide se arrumar. Já havia feito os amigos desistirem do convite insistente, mas corre para o quarto e vê que ainda tem tempo de alcançá-los. Veste a calça preta de couro colada, regata de paetê da mesma cor, salto 15 vermelho e sai para encontrá-los na festa rave em um sítio não muito próximo.
 
Ela curte todos os segundos da balada. Não há letra nas músicas, mas batidas fortes, mixagens, DJ, enfim. Também há drogas diversas, bebidas alcoólicas de todos os tipos e muita alucinação. Ela e os amigos já estão alterados. Começaram com uma dose de rum, depois passaram para a pílula de ecstasy e finalmente a cocaína.
 
Enquanto isso, o som parece aumentar ao último volume, e a cabeça lateja no mesmo ritmo. Mas eles não se importam: pulam, dançam descontrolados, beijam... Alguns tiram a roupa, outros balançam o corpo desordenadamente, e todos aparentam não se importar.
 
A luz do ambiente, o globo colorido muda de cor... É o brilho da festa que ilumina a escuridão do lugar.
 
Depois, a jovem esquece o bom comportamento que tem na frente dos pais e se rende a um desconhecido. Não sabem o nome, a idade, o que ambos fazem, de onde vêm ou para onde vão. Eles sequer pensam nisso, preferem aproveitar o momento, se entregar à sedução. Não se protegem, porque louvam os perigos e se orgulham dos riscos.
 
Todos estão distraídos. Não pensam no futuro, se esmeram no presente e ignoram qualquer problema no porvir. Não se lembram das doenças, não consideram nada além da própria vida, do viver os instantes, de fazer valer a própria filosofia.
 
Estão fartos da sedução que o mundo oferece. Transbordam de alegria, ainda que passageira, pelos atrativos que ele tem. Estão convencidos de que são felizes. Aparentemente, não há dificuldade, inimizade, tristeza. Estão enganados, embriagados de ilusão. Brilham com uma luz débil, fraca, sem potência. E estão distraídos com os seus breves encantos.
 
Para eles, a morte está distante e passa de largo pela sua juventude e vigor. E acreditam piamente que vida após a morte é balela de gente sem instrução. Ignoram o céu, a existência do inferno, a misericórdia e justiça de Deus. E esquecem-se de que para morrer, basta que estejam vivos.
 
Até que um deles morre de overdose, e o outro lamenta: “Agora ele está descansando...” Mas, será?
 
Até quando se deixarão enganar? Até quando permanecerão cegos e desprezarão a razão? E o que responderão quando lhes perguntarem para onde irão ao passarem pela morte?
 
O que eles fizerem enquanto estiverem vivos é o que vai determinar onde irão passar a eternidade.
E você, para quem é o que você tem preparado?
 
“Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” Lucas 12.20

6 de outubro de 2012

Justo aos próprios olhos


12

As pessoas mais difíceis de serem alcançadas pelo poder transformador de Deus não são as más. Elas já sabem que são más, por isso não têm defesa. Admitem prontamente seus erros, sua maldade.
 
As mais difíceis são as que se acham justas aos seus próprios olhos.
 
Enquanto você se julgar por seus próprios conceitos de certo e errado, sempre será absolvido.
 
Já pelos altos padrões de Deus, será mais difícil você escapar.
 
Quem é justo aos próprios olhos não precisa de Deus. Já é seu próprio deus.

Pensamento da Fé Prática



“Jurou o SENHOR dos Exércitos, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e, como determinei, assim se efetuará.” Isaías 14.24
 
Deus jurou.

É difícil entender porque Deus jurou.

Precisaria?

Sua Palavra não é suficiente?

Por que jurou?
 
Várias vezes na Bíblia temos referência ao juramento Divino.

Jurou dar a Terra Prometida a Abraão, a Isaque e a Jacó Êxodo 6.8;

Jurou que os rebeldes filhos de Israel não entrariam na Terra Prometida Números 14.30;

Jurou à casa de Eli que nunca lhe seria expiada sua culpa I Samuel 3.14;

Jurou a Davi que da sua descendência sairia sucessor eterno de seu trono Salmo 132.11.
 
Aqui, o profeta registra mais um juramento.

Acredito ser mais uma receita para conquistas.

Firmeza de pensamento num objetivo;

Determinação e certeza de que, em o Nome do Senhor Jesus Cristo, se realizará.

Como pensei, assim sucederá.
 
Penso ter Ele jurado para mostrar o caminho da fé sobrenatural.

Pensamento positivo, palavras positivas, convicção íntima de sucesso.
 
Em outras palavras, Jesus também ensinou a fórmula da fé prática: “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.” Mateus 5.37
 
Esse comportamento ajusta o caráter dos filhos de Deus ao do seu Eterno Pai.

5 de outubro de 2012

Como acontece o batismo no Espírito Santo?

O selo divino nunca se dá por acaso. Pelo contrário, ele é fruto de um ardente desejo de se conhecer e servir melhor ao Senhor Jesus

 
Da Redação / Foto: Thinkstock
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O batismo com o Espírito Santo nunca acontece por acaso. Pelo contrário, ele é fruto de um ardente desejo de se conhecer e servir melhor ao Senhor Jesus. O centurião Cornélio é um claro exemplo disto, pois a Bíblia o apresenta como um homem: “piedoso e temente a Deus com toda a sua casa e que fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus.” (Atos 10.2).
 
Não foram as esmolas de Cornélio que lhe deram condições de receber o batismo no Espírito Santo.
 
Mas o seu caráter temente a Deus somado às suas orações que o capacitaram a ser visitado, ele e toda a sua casa, pelo Espírito de Deus. Quanto às suas esmolas, de fato, expressaram um caráter desprovido e liberal, que é uma característica de todos aqueles cujos corações estão realmente disponíveis nas mãos de Deus. Aliás, isto é muito interessante, porque todos aqueles que um dia tiveram uma experiência profunda com Deus, desprenderam-se imediatamente das coisas materiais para se apegarem às espirituais.
 
Todos os homens e mulheres da Bíblia que mantiveram um relacionamento estreito com Deus sempre se preocuparam em expressar a sua gratidão e amor, trazendo as melhores ofertas diante do Senhor. Cornélio não tinha muito conhecimento de Deus. Porém, em função do seu temor ao Senhor Jesus, ele procurava dar esmolas, porque era uma forma de dar a Deus a sua oferta. Então, o batismo de Deus vem como uma chamada pessoal e particular do próprio Senhor Jesus para aqueles cujos corações são totalmente d’Ele.
 
Não somos nós que ditamos as regras de como e quando seremos batizados com o Espírito Santo, mas o próprio Deus na pessoa do Senhor Jesus. É claro que este batismo jamais vai acontecer dentro de um campo de futebol, num cinema ou praia, a menos que estes lugares estejam servindo a concentrações de fé, porque é necessário haver condições favoráveis à fé cristã para que haja uma manifestação do Espírito Santo.
 
A Bíblia afirma que Deus está procurando pessoas de fé, a fim de manifestar a Sua Glória neste mundo. Quando alguém está buscando fazer a vontade de Deus com jejuns, orações, vigílias, o Senhor Jesus se incumbe de encher o seu servo do Seu Espírito. Na casa de Cornélio, por exemplo, Pedro nem havia acabado de falar, quando o Espírito Santo caiu sobre todos os que ouviam a Palavra.
 
Talvez Pedro fosse falar coisas desnecessárias e até atrapalhar os ouvintes. Porém, antes disto acontecer, o Espírito Santo interveio.
 
O batismo com o Espírito Santo acontece normalmente da seguinte forma: o candidato toma conhecimento da vontade de Deus em enchê-lo do Seu Espírito e, a partir deste instante, nasce um desejo de participar desta promessa. Daí então, a pessoa se propõe no seu coração a buscá-Lo, quer através de jejuns, quer através de orações, no momento em que ela se libera de todos os pensamentos mundanos e entra num Espírito de total louvor ao Senhor Jesus.
 
Quando já não encontra mais palavras para externar o seu amor e gratidão através da adoração em Espírito e em verdade, o Espírito Santo vem sobre ela, inundando-a de amor e alegria, de tal forma que as suas palavras passam a ser estranhas, mas não inconscientes. É como se o próprio Senhor Jesus a tomasse nas mãos e a imergisse nas águas do Espírito. Isto acontece, quando o coração está absolutamente contrito diante de Deus-Pai, Filho e Espírito Santo.
 
(*) Texto retirado do livro "O Espírito Santo", do bispo Edir Macedo.